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    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    Entre Golpes e Rupturas: A História da Ordem Constitucional e o Balanço do Poder no Brasil Desde 1889

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro12 de outubro de 2026 PORTAL DA HISTÓRIA
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    Fachada principal e rampa de acesso do Palácio do Planalto em Brasília.
    Sede do poder: a trajetória do Palácio do Planalto e das instituições brasileiras reflete mais de um século entre golpes, rupturas e a busca pela estabilidade constitucional desde 1889. / Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
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    A instabilidade institucional marcou a trajetória republicana do país, enquanto o debate sobre os anos sob as gestões de esquerda polariza a história política.

    A Proclamação da República, em 1889, inaugurou no Brasil um longo ciclo de instabilidade institucional, marcado por quarteladas, revoltas armadas, rupturas constitucionais e tentativas frequentes de desestabilização do poder central. A história republicana brasileira revela que a democracia tem sido uma conquista de vigília constante, testada por crises cíclicas.

    Ao longo de mais de um século, o país contabiliza diversos episódios de golpes e contragolpes. Desde a República da Espada (1889-1894), passando pela Revolução de 1930 que depôs Washington Luís, o autogolpe do Estado Novo de Getúlio Vargas (1937), as crises que culminaram no suicídio de Vargas em 1954, as tentativas de impedir posses presidenciais até o Golpe Militar de 1964 — que instaurou uma ditadura de 21 anos —, a ordem democrática enfrentou sucessivas interrupções. Mesmo após a redemocratização e a Constituição de 1988, o país seguiu lidando com tensionamentos e episódios de contestação da legalidade.

    Paralelamente, o debate político contemporâneo dimensiona o tempo em que diferentes correntes estiveram à frente do Palácio do Planalto. Desde 1889, somando as gestões federais associadas à esquerda e centro-esquerda — como os mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff —, o campo progressista acumula aproximadamente 16 anos de governo central na história republicana (contabilizados até o ano corrente de 2026).

    Cronologia

    1891 (Golpe de Estado): O Marechal Deodoro dissolveu o Congresso e decretou estado de sítio; após forte resistência, renunciou.

    1930 (Golpe de Estado): Movimento armado depôs Washington Luís e impediu a posse de Júlio Prestes, encerrando a República Velha.

    1937 (Autogolpe): Getúlio Vargas cancelou as eleições, fechou o Congresso e instaurou o Estado Novo.

    1945 (Queda do Estado Novo): As Forças Armadas exigiram a renúncia de Getúlio Vargas, encerrando o regime.

    1954 (Crise Institucional): Forte pressão militar culminou no suicídio de Getúlio Vargas e em grave crise política.

    1955 (Contragolpe Preventivo): O General Lott garantiu a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek contra resistências.

    1961 (Crise da Renúncia): Ministros militares tentaram vetar a posse de João Goulart após a saída de Jânio Quadros; a crise resultou no parlamentarismo temporário.

    1964 (Golpe Militar): Deposição de João Goulart por articulação político-militar, iniciando 21 anos de regime autoritário.

    2023 (Tentativa de Ruptura): Invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília para contestar o resultado eleitoral.

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    Taciano Cassimiro
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    Taciano Cassimiro é jornalista profissional (MTE 3190/PA), bacharel em Teologia e licenciado em História. Possui pós-graduações em História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciências Políticas, Relações Internacionais e Comunicação em Crises Internacionais, além de um MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda. Atualmente, especializa-se em Relações Públicas e Assessoria de Imprensa. Filiado ao Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é natural de Maceió (AL) e adotou o Pará como lar. Fora do jornalismo e da análise política, divide sua paixão pelo futebol entre o CSA, o Vasco da Gama e o Paysandu.

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