Após as eleições, diversas leituras surgiram em Tailândia, sendo a principal delas a de que o prefeito Lauro Hoffmann (MDB) teria saído enfraquecido do pleito. Bom, essa percepção só é possível se fizermos um extremo esforço para ignorar as circunstâncias e as especificidades dessa eleição.
Primeiro, tratam-se de eleições gerais e não municipais; logo, é tudo diferente, inclusive os ânimos.
Segundo, todos os personagens principais de Tailândia apoiaram Hana Ghassan e Flávio Bolsonaro. Logo, se o problema for a derrota, perderam todos.
Terceiro, na eleição para federal, é mais do que natural e esperado que Alemão da Cerâmica chegasse na frente, pois conquistou 9.711 votos por ser o candidato natural da cidade e já possuir eleitores consolidados.
Quarto, e o Jader Filho? Lauro, encabeçando o projeto na cidade, conseguiu 5.178 votos para ele, colaborando para que o candidato fosse o segundo mais votado no estado, com 326.617 votos no total.
Quinto: ah, mas para deputado estadual ele não deu mais votos aos candidatos que apoiou? Acorda, desperta! O cenário local tinha simplesmente o Velho Maca (que recebeu, em números arredondados, cerca de 10 mil votos em Tomé-Açu e outros 10 mil em Moju), candidato nativo que abocanhou 17.027 votos dos 43.890 depositados nas urnas — quase a metade do eleitorado.
Sexto: quanto aos candidatos do Lauro, Iran Lima recebeu 2.897 votos e o Dr. Sipriano Ferraz conquistou 1.063 votos. Adivinha? Um se reelegeu e o outro também conquistou uma das cadeiras do parlamento paraense. No centro político, em Belém, o prefeito é visto como bom gestor; na Alepa, ambiente que cubro, ele também é visto como grande líder, mesmo estando em seu primeiro mandato.
Sabemos que as animosidades regionais induzem a leituras apressadas, rancorosas e até mesmo injustas, ignorando as especificidades municipais. Dito isso, Lauro Hoffmann somou para que o MDB fosse exitoso. Ganhou tudo? Claro que não, mas assim é a vida e assim são as eleições.
O que importa mesmo neste momento é responder: Lauro é um bom prefeito?
Sua aprovação — que naturalmente pode passar por altos e baixos — é vista em patamar muito positivo. Qual a razão? Trabalho, diálogo, resultados, vontade e ações para entregar o melhor, além do respeito pelas pessoas: um homem educado que está escrevendo seu nome na história.
É verdade que, após as eleições gerais, teremos a tensão das eleições municipais. Para que Lauro Hoffmann seja reeleito, ele deve somente continuar trabalhando, ser prudente, não se deixar levar pelo clamor da internet, respeitar a imprensa local (composta por bons profissionais) e, como já dito, continuar trabalhando.
Entendam como quiser, mas o jovem prefeito mostra todos os dias que é o Prefeito da Gente! E no dia em que ele deixar de ser, serei o primeiro a protestar.

