O número de mortos nos protestos em curso no Irã ultrapassou 2.500 pessoas, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos. Entre as vítimas estão manifestantes, funcionários ligados ao governo, crianças e civis que não participavam nos protestos, além de mais de 18 mil detenções. Analistas afirmam que este é o episódio mais letal de agitação no país nas últimas décadas, comparável apenas ao período da Revolução Islâmica de 1979.
Pela primeira vez, a televisão estatal iraniana reconheceu oficialmente as mortes, referindo-se às vítimas como “mártires”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos e pressionou o regime iraniano, enquanto autoridades de Teerão responsabilizaram Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pela violência. Organizações de direitos humanos alertam que os números podem ser ainda maiores e continuar a crescer.
As manifestações, iniciadas no final de dezembro de 2024 devido à crise económica e ao colapso do rial iraniano, evoluíram para um desafio direto ao sistema teocrático. O bloqueio da Internet e das comunicações dificultou o acompanhamento dos protestos, enquanto relatos de Teerão indicam forte repressão, destruição de infraestruturas e presença massiva das forças de segurança nas ruas.
