Nova exigência para novos benefícios visa combater fraudes; especialista Nayana Paiva explica como segurados devem se preparar para evitar atrasos na concessão.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) consolidou, neste início de 2026, a obrigatoriedade da biometria para a análise de novos requerimentos. A medida, que começou a ser implementada gradualmente no final do ano passado, tornou-se um filtro essencial para quem busca aposentadorias e auxílios, gerando dúvidas sobre quem está, de fato, na mira da nova regra.
De acordo com as diretrizes vigentes, a exigência foca inicialmente em novos pedidos de benefícios. Para quem já é aposentado ou pensionista, a biometria continua sendo utilizada prioritariamente de forma automatizada via cruzamento de dados para a prova de vida, sem o bloqueio imediato do pagamento, a menos que haja convocação específica por falha na validação.
O papel da tecnologia na segurança previdenciária
Para a advogada Nayana Paiva, especialista em Direito Previdenciário e Benefícios do INSS, a mudança é um passo importante para a segurança do sistema, mas exige atenção redobrada do cidadão.

“A biometria não é apenas uma formalidade, mas uma camada de proteção para o próprio segurado. O
primeiro passo é saber que as mudanças com relação ao cadastro biométrico estão acontecendo de maneira gradual, além disso, para não ter nenhum problema é importante manter o cadastro no TRE atualizado, ter tirado a nova carteira de identidade nacional, que já vem com a biometria, ou ter a carteira de habilitação digital”, afirma Nayana.
Quem precisa fazer e como funciona?
Atualmente, se o INSS identificar que o requerente não possui cadastro biométrico ao protocolar um pedido pelo Meu INSS, uma “exigência” será emitida.
- Prazos cruciais: Beneficiários do BPC e Bolsa Família têm até 30 de abril de 2026 para regularizar pendências biométricas.
- Fontes válidas: O INSS aceita digitais e fotos já cadastradas na Carteira de Identidade Nacional (CIN), CNH ou Título de Eleitor.
- Obrigatoriedade da CIN: A partir de 1º de maio de 2026, novos requerentes que não possuírem biometria em nenhum outro documento serão obrigados a emitir a nova CIN para concluir o pedido.
Dicas para o pedido não “travar”
A principal causa de travamento nos pedidos não é a falta da digital em si, mas a desatualização cadastral que impede o reconhecimento automático pelo sistema Gov.br. A especialista Nayana Paiva alerta para o cuidado com as notificações.
“Para não travar o cidadão precisa se organizar antes de dar entrada no pedido, isso permitirá que eu seu pedido não fique parado aguardando a realização da biometria. Por isso, antes de dar entrada no pedido faça seu cadastro biométrico no TRE, tire a carteira de identidade ou a CNH, sendo assim, quando antes mesmo do INSS solicitar você já terá o que eles precisam e seu pedido não vai ficar travado”, orienta a advogada.
A importância da consultoria especializada
Diante de um cenário cada vez mais digital e rigoroso, a orientação jurídica se torna um divisor de águas. Para a advogada Nayana Paiva, o suporte de um profissional evita que o segurado se perca em meio a termos técnicos e prazos fatais.
“Muitas vezes, o direito ao benefício existe, mas o pedido trava por um detalhe burocrático ou uma falha na integração dos sistemas. O advogado especialista não apenas resolve a pendência tecnológica, mas garante que o segurado receba o valor correto desde o primeiro dia, evitando prejuízos financeiros que podem durar uma vida inteira”, conclui a especialista.
Texto: Ana Paula Sampaio
