A trajetória de Mary Rodrigues atravessa diferentes fases da música paraense e chega agora a um novo momento. Natural de Tucuruí, a cantora vive em Belém há cerca de 40 anos e começou a carreira aos 13, em 1992. Depois de uma passagem pelo pagode e de atuar como vocalista em bandas de brega, encontrou no sertanejo o caminho para desenvolver sua identidade artística.

A mudança de estilo também veio acompanhada de desafios. Com uma voz grave e rouca, Mary enfrentou dificuldades no início da carreira, mas seguiu investindo na música e passou a trabalhar também com composições próprias. Entre suas autorias, está “Não Vou Sofrer Sozinha”, gravada pela cantora Mari Fernandez.
No repertório da artista também estão músicas como “Égua Mana”, “Eu Sou Seu Cachorrinho, Minha Gatinha” e “Amargo Setembro”.

Identidade Musical
Agora, Mary prepara o lançamento de um álbum autoral previsto para outubro, com 15 músicas. O projeto reúne o que a cantora chama de “moda paraense”, uma proposta que aproxima elementos do sertanejo, do brega paraense e do tecnomelody. Entre as faixas destacadas estão “Namorada Reborn”, “Pombo Leso” e “Minha Garota”.
A nova fase representa também uma tentativa de aproximar diferentes referências que fazem parte da história musical de Mary. Criada em Belém desde a infância, a cantora mantém a ligação com a cultura paraense enquanto incorpora o sertanejo à sua produção. O resultado será apresentado no novo álbum, que marca mais uma etapa de uma carreira iniciada ainda na adolescência.

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