Com o fim das eleições gerais, o foco volta-se inteiramente para as eleições municipais de 2028, que definirão prefeitos e vereadores. A movimentação na capital aumentou significativamente, cuja meta é a busca por apoio político junto aos deputados. Enquanto alguns municípios enfrentarão disputas acaloradas em virtude do rompimento de alianças, em outros, apesar do espírito de competição, o clima será mais ameno.
O que acontece mesmo a partir de agora?
Mais alianças se romperão e novos nomes surgirão, principalmente para as prefeituras. No entanto, o processo natural de afunilamento fará com que permaneçam no páreo apenas aqueles que possuem gordura política, capilaridade, base sólida e estratégias bem traçadas para se confirmarem como competidores em reais condições de vitória.
O aviso
Prefeitos que não disputarão a reeleição, mas desejam fazer o sucessor, não podem cochilar. Precisam ficar de olhos bem abertos, pois poderão ser traídos por figuras que, neste momento, fazem parte de seu grupo de elite e confiança.
Já os que disputarão a reeleição precisam trabalhar para fidelizar votos, fortalecer lideranças, comunicar-se bem com o eleitorado e curar feridas que já causaram por inabilidade ou por não terem bons conselheiros. Em alguns municípios, os mandatários de primeira gestão enfrentarão uma oposição muito forte, qualificada e poderosa.
O “oba-oba” da internet tem induzido muitos líderes políticos a concluírem que tudo está dominado. No entanto, geralmente o que acontece nos porões da política — os acordos secretos e as estratégias realistas — é o que define o resultado.

