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    Haddad diz que PT precisa se reconectar com a periferia e que adaptou plano de governo a pedido de aliados

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro24 de outubro de 2018 NOTÍCIAS
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    Haddad diz que PT precisa se reconectar com a periferia e que adaptou plano de governo a pedido de aliados
    Haddad diz que PT precisa se reconectar com a periferia e que adaptou plano de governo a pedido de aliados
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    Em entrevista ao G1 e à CBN, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, falou sobre a necessidade de o PT se reconectar com a periferia e disse que retirou do seu plano de governo a proposta de realizar uma Assembleia Constituinte a pedido dos novos aliados do 2º turno, PSB e PSOL. Uma assembleia do tipo tem o poder de alterar ou mesmo criar um novo texto constitucional.

    “Foi retirada a pedido dos novos parceiros que nós temos no 2º turno, PSB, por exemplo, e PSOL, fizeram sugestões de alterações. E é assim que se faz política. Quando você amplia. O PCdoB se aliou a nós logo no 1º tuno, fez sugestões de mudança. O PSB e o PSOL fizeram sugestões de mudanças de redação e nós próprios, vendo a malícia do adversário e a covardia de não enfrentar o debate, fizemos alterações. Mas a espinha dorsal é rigorosamente a mesma”, afirmou o candidato.

    Haddad afirmou que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), estava “pinçando” frases do programa petista e distorcendo em campanha. Por isso, decidiu alterar o texto. “Demos clareza para coisas que ele estava distorcendo no WhatsApp.”

    Bolsonaro foi convidado para participar de sabatina no mesmo dia, mas não respondeu ao convite. Haddad foi sabatinado pelos jornalistas Renato Franzini, do G1, Milton Jung, da CBN, e pelo comentarista Gerson Camarotti, do G1 e da CBN.

    Haddad foi sabatinado pelos jornalistas Renato Franzini, do G1, Milton Jung, da CBN, e pelo comentarista Gerson Camarotti, do G1 e da CBN. — Foto: Marcos Serra Lima / G1Haddad foi sabatinado pelos jornalistas Renato Franzini, do G1, Milton Jung, da CBN, e pelo comentarista Gerson Camarotti, do G1 e da CBN. — Foto: Marcos Serra Lima / G1

    Haddad foi sabatinado pelos jornalistas Renato Franzini, do G1, Milton Jung, da CBN, e pelo comentarista Gerson Camarotti, do G1 e da CBN. — Foto: Marcos Serra Lima / G1

    Entre as mudanças no plano feitas pelo petista estão a retirada da proposta de instituir tempo de mandato para os juízes, a retirada a menções a descriminalização das drogas e desmilitarização da polícia, a inclusão de um tópico sobre a “necessidade de coibir roubos e furtos” e a inclusão de uma frase sobre a garantia da autonomia do Banco Central para combater a inflação, que não estava explícita.

    Ele também mudou a parte sobre identidade de gênero. Onde antes eram citadas “políticas de promoção da orientação sexual e identidade de gênero”, agora aparecem “políticas de combate à discriminação em função da orientação sexual e identidade de gênero”.

    Críticas ao PT:

    Haddad fala sobre críticas ao PT

    Haddad fala sobre críticas ao PT

    O candidato petista falou sobre as críticas que recebeu em comício com aliados e artistas na Lapa, no Centro do Rio, na noite desta terça. O rapper Mano Brown disse que o PT não entendeu a população e pode ter que pagar pelo que chamou de erro de comunicação. “A comunicação é a alma. Se não está conseguindo falar a língua do povo vai perder mesmo. Falar bem do PT para a torcida do PT é fácil. Tem uma multidão que não está aqui que deveria ser conquistada”, disse o cantor.

    “O que Mano Brown – que foi me dar apoio, foi pra dizer que vai votar em mim – disse e eu concordei, porque você não falou da minha fala depois, só falou da fala dele. Na minha fala eu disse o seguinte: ‘O Mano Brown tem toda razão. Nós temos que abrir o coração para conversar com o pessoal da periferia, periferia das grandes cidades que não votou conosco no primeiro turno. Nós temos que reconectar com esse povo. […] Nós vamos voltar para base para governar o país com a base, como nós sempre fizemos”, afirmou Haddad na entrevista.

    Haddad fala sobre presença de Lula em sua campanha

    Haddad fala sobre presença de Lula em sua campanha

    Questionado sobre a redução da presença de Lula na campanha, Haddad disse que ele tem aparecido sim, mas não pode ser mais do que 25% do tempo. “O TSE proibiu a presença do Lula na minha propaganda eleitoral.”

    Pesquisas

    Haddad também comentou as recentes pesquisas de intenção de voto e disse que ainda é possível virar o jogo. “Porque a rejeição do Bolsonaro aumentou 5% e a minha caiu 6, ou vice-versa, alguma coisa assim. Se na próxima rodada de pesquisa, a rejeição dele aumentar 5 de novo e a minha cair 6 de novo, ele vai perder a eleição.”

    Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (23) apontou que a rejeição de Bolsonaro passou de 35% a 40% – um aumento de 5 pontos percentuais. A de Haddad passou de 47% para 41% – uma queda de 6 pontos percentuais. A comparação é feita com pesquisa divulgada em 15 de outubro.

    Venezuela

    Haddad fala sobre polarização em campanha

    Haddad fala sobre polarização em campanha

    Haddad falou sobre a proposta de encontrar uma saída democrática para a crise na Venezuela. Ele disse que, no passado, o governo do americano George W. Bush quis uma intervenção militar, mas o governo do PT defendeu a negociação.

    “Quem praticamente impediu que isso [a intervenção militar] acontecesse foi o nosso governo. Nós nos comprometemos a criar um grupo de amigos da Venezuela, países da região, com os EUA inclusive. Demos suporte para a saída democrática para a Venezuela e impedimos um golpe. Eu sei que nós vamos ter que atuar na Venezuela, não tenho dúvida disso, mas não declarando guerra”, afirmou.

    O candidato afirmou que pretende recriar o grupo de amigos da Venezuela e encontrar, com a oposição e situação venezuelanas, uma saída democrática. Ele negou que tenha a intenção de intervir militarmente no país vizinho. “Eu vou dizer para você isso é ridículo, isso é uma bobagem que o cara tá falando. Você mandar jovens brasileiros para campo de batalha em território vizinho.”

    Haddad fala sobre segurança pública

    Haddad fala sobre segurança pública

    Haddad falou sobre a proposta de dobrar o contingente de policiais federais e colocá-los para atuar no combate ao crime organizado. “A PF não cuida de segurança pública e passará a cuidar, por isso que eu quero dobrar o efetivo, não é dobrar o efetivo por dobrar, é dobrar para assumir essas novas tarefas. Disse e repito que o crime organizado hoje tem escala nacional, as facções atuam nacionalmente, as polícias locais, ao invés de focar no trabalho do cidadão que quer, fica hoje perdida, sem foco, tendo que lutar em várias frentes. Ela não vai conseguir da conta do recado, não é por incapacidade, é porque é muita tarefa para pouca gente. A Polícia Federal tem muita inteligência, equipamento instalado.”

    Questionado sobre os custos para implementação da proposta, o candidato afirmou que a PF é “uma das coisas mais baratas que tem nesse país pelo resultado que ela dá. […] O que ela custa é muito menos do que ela combate de contrabando, de tráfico. É um equívoco falar em gasto quando você trata da PF. É investimento

    Haddad fala sobre política de preço dos combustíveis

    Haddad fala sobre política de preço dos combustíveis

    O candidato voltou a falar sobre o preço do gás. Nos últimos dias, ele tem prometido reduzir o valor com subsídios do governo federal. A ideia é fixar um teto de R$ 49 para o botijão a partir de 1º de janeiro de 2019. De acordo com o mais recente levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, divulgado no domingo (22), o menor preço médio para o consumidor entre os dias 14 e 20 de outubro era de R$ 62,61, no Maranhão, e o maior, R$ 83,84, no Tocantins.

    “Vou controlar o preço do gás. Do gás vou, dos outros [combustíveis] não. O que não é item da cesta básica, eu não vou. Os outros derivados de petróleo é mercado. Agora, o gás de cozinha é item da cesta básica, eu vou cuidar da dona de casa que hoje não consegue pagar R$ 75 num bujão de gás. E a Petrobras tem toda a condição de fazer isso, porque o gás representa muito pouco dos negócios da Petrobras”, afirmou Haddad.

    Fonte: G1

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    Taciano Cassimiro
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    Taciano Cassimiro é jornalista profissional (MTE 3190/PA), bacharel em Teologia e licenciado em História. Possui pós-graduações em História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciências Políticas, Relações Internacionais e Comunicação em Crises Internacionais, além de um MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda. Atualmente, especializa-se em Relações Públicas e Assessoria de Imprensa. Filiado ao Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é natural de Maceió (AL) e adotou o Pará como lar. Fora do jornalismo e da análise política, divide sua paixão pelo futebol entre o CSA, o Vasco da Gama e o Paysandu.

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