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    Jonathan Edwards Jr. e o Abolicionismo

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro4 de novembro de 2025 PORTAL DA HISTÓRIA
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    Jonathan Edwards Jr. e o Abolicionismo
    Jonathan Edwards/ Foto : TNB
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    Os desdobramentos sobre o abolicionismo, especialmente na família Edwards e no Metodismo Americano, são cruciais para entender as complexidades morais da época.

    O filho de Jonathan Edwards, Jonathan Edwards Jr. (1745–1801), tornou-se uma das vozes mais proeminentes contra a escravidão na Nova Inglaterra, o que representa um claro contraste moral com as ações e a teologia de seu pai.

     Rompimento com o Pai: Edwards Jr. rompeu publicamente com a aceitação da escravidão que era comum em sua família e em grande parte da sociedade colonial.

     Argumento Teológico e Moral: Ele se baseou na teologia de seu pai, ironicamente, para sustentar sua posição abolicionista. Argumentava que o Evangelho de Cristo buscava a liberdade e que a escravidão era um “pecado cruel” e uma prática “injusta e impolítica” (ou seja, má política).

     Ativismo: Ele não apenas criticou a prática, mas também advogou ativamente por uma maior integração dos negros na sociedade.

      Influência: Como teólogo e mais tarde como Presidente do College of New Jersey (atual Princeton University), ele usou sua posição para influenciar a opinião pública, sendo fundamental na transição da teologia reformada de apoio à escravidão para o abolicionismo.

    Em essência, Jonathan Edwards Jr. pegou o sistema teológico que seu pai ajudou a estabelecer e o aplicou de forma radicalmente diferente, usando-o para condenar a escravidão.

    Escravidão nos Estados Unidos/ Foto: Reprodução

    ⛪ Metodismo e a Escravidão nos Estados Unidos

    A história do Metodismo nos EUA é um exemplo clássico de como a instituição da escravidão gerou grandes conflitos e divisões dentro das denominações religiosas americanas.

    1. Início Antiescravidão

     Fundação Forte: A Igreja Metodista Episcopal, fundada formalmente em 1784 nos EUA, herdou a postura antiescravidão de John Wesley (que condenou a prática como “o grande mal nacional”).

     Regras Iniciais: As regras originais da igreja eram fortemente contrárias à posse de escravos, chegando a exigir que os membros libertassem as pessoas escravizadas.

    2. O Crescimento e o Comprometimento

     Expansão: O Metodismo cresceu rapidamente no país, espalhando-se para o Oeste e, crucialmente, para o Sul.

     Pressão do Sul: Para não perder membros e crescimento na região sul, onde a escravidão era o alicerce econômico e social, a denominação começou a enfraquecer suas regras antiescravidão. A proibição tornou-se branda, e a prática da escravidão por membros e até mesmo por líderes se tornou comum.

    3. O Grande Cisma (1844)

     A Divisão: A tensão sobre a escravidão atingiu seu ápice. Em 1844, a Igreja Metodista Episcopal se dividiu em duas denominações separadas:

     Igreja Metodista Episcopal (Norte): Manteve uma postura (mais) antiescravidão.

     Igreja Metodista Episcopal do Sul (Sul): Formada para permitir e defender a posse de escravos por seus membros e bispos.

    Essa divisão foi um prenúncio da Guerra Civil Americana (1861-1865) e ilustrou o profundo racha da nação. As igrejas só se reunificaram mais de 90 anos depois.

    4. O Metodismo Afro-Americano

     Igreja Episcopal Metodista Africana (AME): A segregação e o tratamento desigual dentro da Igreja Metodista Episcopal levaram metodistas negros a se separarem e a fundarem suas próprias denominações.

     Richard Allen, um ex-escravo, fundou a Igreja Episcopal Metodista Africana (AME) em 1816, tornando-a uma das primeiras e mais influentes denominações protestantes independentes formadas por negros nos EUA, e um pilar do ativismo e da comunidade afro-americana.

    EUA Evangelho de Cristo Igreja Metodismo Presidente
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    Taciano Cassimiro
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    Taciano Cassimiro (MTE 3190/PA), bacharel em Teologia e licenciado em História. Possui pós-graduações em História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciências Políticas, Relações Internacionais e Comunicação em Crises Internacionais, além de um MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda. Atualmente, especializa-se em Relações Públicas e Assessoria de Imprensa, e cursa pós-graduações em jornalismo investigativo; Direito Civil e Direito Processual Civil; Ciências Criminais. Filiado ao Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é natural de Maceió (AL) e adotou o Pará como lar. Fora do jornalismo e da análise política, divide sua paixão pelo futebol entre o CSA, o Vasco da Gama e o Paysandu.

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