O “menino” Endrick foi aclamado pela imprensa brasileira como prodígio do futebol, o novo craque da geração. Inclusive, a mídia implorava para que o atleta fosse titular na Copa do Mundo. Pois é: até hoje ele não conseguiu se firmar por onde passou e chegou a ser chamado de “completamente inútil” por Raymond Domenech, ex-técnico da seleção francesa. No Lyon não deixou saudades e, hoje, de retorno ao Real Madrid, é o reserva do reserva.
Endrick é mais um jogador superestimado, cercado de elogios e assediado por uma imprensa que parece buscar desesperadamente um “Maradona brasileiro”. Fizeram de um simples jogador um craque e depositaram nele a esperança de ser o protagonista de um título mundial que não veio nos Estados Unidos, Canadá e México, sedes do Mundial de 2026.
O jogador não tem culpa dos pecados da imprensa em endeusar atletas que nada fizeram para serem chamados de craques, mas sente o peso e a pressão. E agora? Agora, resta a Endrick encontrar o caminho e reconquistar seu espaço no Real Madrid de Mourinho. Na seleção, contra a Austrália, entrou em campo e repetiu o repertório apagado: sem criatividade e quase inútil.

