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    Para Paulo Guedes teto do funcionalismo público, medido pelo salário dos ministros do STF, de R$ 39,2 mil, é muito baixo.

    Taciano CassimiroTaciano Cassimiro9 de setembro de 2020 ECONOMIA
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    Para Paulo Guedes teto do funcionalismo público, medido pelo salário dos ministros do STF, de R$ 39,2 mil, é muito baixo.
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    O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (9/9) que o teto do funcionalismo público, medido pelo salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 39,2 mil, é muito baixo.

    Segundo ele, é preciso ter uma “enorme diferença” entre os jovens que iniciam na carreira e os servidores do alto escalão e, por isso, “ministros do Supremo devem receber muito mais do que recebem hoje”.

    “Acho um absurdo os salários da alta administração brasileira. Acho que são muito baixos”, disse Guedes, nesta manhã. Ele participa de uma live, mediada pelo IDP, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a reforma administrativa.

    “Tem muita gente preocupado com o teto. A minha preocupação é o contrário: preservar pessoas de qualidade no serviço público”, disse o ministro da Economia”.

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    “O Brasil, seguindo o caminho da prosperidade, vai ser difícil reter gente de qualidade, a não ser que o setor público entre na ordem da meritocracia”, afirmou Guedes. “Tem que haver uma enorme diferença de salário, sim, na administração brasileira. Quantos chegam ao Supremo Tribunal Federal, ao TCU?”, completou.

    Guedes citou como exemplo o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que saiu do governo em julho deste ano.

    Segundo ele, Mansueto ganhava 20% acima de “um jovem que passou no concurso público para a carreira judiciária”.

    “Todos esses direitos — à estabilidade do emprego, progressão salarial, tudo isso — têm que vir em cima da meritocracia”, afirmou.

    Guedes ressaltou ainda que o jovem que entra na administração pública deve ser avaliado por sete anos. “[Tem que ver se ele] joga bem em equipe, se é confiável ou se é um dos vazadores gerais, se tem responsabilidade, se é assíduo”, completou.

    Fonte: Metropole e Folha de S. Paulo

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    Taciano Cassimiro
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    Taciano Cassimiro (MTE 3190/PA), bacharel em Teologia e licenciado em História. Possui pós-graduações em História do Brasil, Direito Político e Eleitoral, Jornalismo Político, História da América, Ciências Políticas, Relações Internacionais e Comunicação em Crises Internacionais, além de um MBA Executivo em Gestão Estratégica de Publicidade e Propaganda. Atualmente, especializa-se em Relações Públicas e Assessoria de Imprensa, e cursa pós-graduações em jornalismo investigativo; Direito Civil e Direito Processual Civil; Ciências Criminais. Filiado ao Sindicato dos Jornalistas do Pará (SINJOR) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), é natural de Maceió (AL) e adotou o Pará como lar. Fora do jornalismo e da análise política, divide sua paixão pelo futebol entre o CSA, o Vasco da Gama e o Paysandu.

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