Close Menu
TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    Em Alta

    Aniversário do prefeito Lauro Hoffmann movimenta Tailândia com programação especial

    25 de julho de 2026

    A Inteligência Artificial Decide o Futuro do Segurado? Os Novos Desafios do Auxílio-Acidente

    25 de julho de 2026

    Dirceu Ten Caten (PT) é o pré-candidato a vice-governador do Pará, ao lado de Hana Ghassan (MDB)

    24 de julho de 2026
    Facebook Instagram LinkedIn WhatsApp
    sábado, julho 25
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de VistaTN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    • ALEPA EM FOCO
    • América Latina
    • Coluna do Cassimiro
      • Ciências Políticas
    • MUNDO
      • China “O Império do Meio”
      • Estados Unidos “Tio San”
      • Rússia “A Grande Potência”
    • FOLHA DE ESPORTES
    • NOTÍCIAS
      • EDITORIAL
      • TN Book
      • Amazônia
      • IMPRENSA
        • DESTAQUE TN BRASIL TV
      • AGRONEGÓCIO
      • EDUCAÇÃO
      • COP-30 – Belém
      • CULTURA
        • Filmes, Séries e Documentários
      • Business
      • ECONOMIA
      • JUSTIÇA
        • JUSPARÁ
        • Revista Líderes do Direito
      • FOLHA POLICIAL
      • RELIGIÃO
      • TURISMO
    • JUSPARÁ
    • POLÍTICA
      • Eleições 2026
      • PREMIAÇÕES
      • O CARCARÁ
      • OBSERVATÓRIO POLÍTICO
    • PORTAL DA HISTÓRIA
    • Colunistas
      • Carla Crispin
      • Conexões Legais com Evellyn Anne Freitas
      • A Forja do Direito com Daniele Malheiros
      • Vozes da Amazônia com Monick Barros
      • Estella Nunes: Olhares sobre História e Direito
      • Futebol com Hiran Lobo
      • Gisele Lana: Entre contribuições e direitos
      • Leilões & Estratégia com Tatiana Filagrana
      • Mulher em Pauta com Kercia Pompeu
      • Paula Souza
      • Marcelo Lemos
      • Renata Feitosa
      • Breno Guimarães
      • Professor Davi Barbosa
      • Larissa de Jesus
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    “Raio que o Parta”: a expressão da cultura paraense

    TN BRASIL TVTN BRASIL TV12 de janeiro de 2024 CULTURA
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link
    “Raio que o Parta”: a expressão da cultura paraense
    Exemplo de fachada Raio que o Parta, exibindo seus azulejos coloridos, localizada na trav. 9 de Janeiro, bairro de São Brás. Fonte: Laura Costa.
    Compartilhe
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link

    “Raio que o parta” é uma expressão idiomática coloquial usada para expressar irritação, indignação ou desprezo por alguém ou algo. Ela é usada como uma forma pejorativa de mandar alguém embora ou para longe, muitas vezes demonstrando descontentamento ou raiva em relação a essa pessoa ou situação.

    Na arquitetura paraense, o “Raio que o Parta” (RQP) emergiu como uma expressão renovada de beleza e estilo. Presente nas fachadas das residências em Belém e em todo o estado do Pará, este conceito singular se destaca pela composição de murais feitos de cacos de azulejos coloridos. Esses fragmentos, muitas vezes dispostos em formatos de raios, bumerangues e setas, dão vida a um estilo distintivo que se integra à paisagem urbana. Mais do que meramente decorativos, esses murais representam uma manifestação autêntica e marcante da expressão artística na arquitetura paraense.

    Criado por moradores, mestres de obra e engenheiros, o “Raio que o Parta” representava uma inovação que ecoava entre a classe média daquela época, fortemente influenciada pelo desejo de modernidade entre as décadas de 30 e 50. Além disso, este estilo arquitetônico conquistou também o coração de diversas camadas sociais no Estado do Pará, tornando-se uma tendência popular amplamente difundida. No entanto, é possível encontrar residências em diferentes estados brasileiros que compartilham características semelhantes ao “Raio que o Parta“, como o complexo da Pampulha em Belo Horizonte.

    Outra residência Raio que o Parta na trav. 14 de abril, bairro de São Brás. Fonte: Laura Costa.

    A pesquisadora e doutora Laura Costa embarcou em estudos dedicados ao “Raio que o Parta” desde 2015, inicialmente como parte de sua pesquisa de mestrado e atualmente desenvolvendo sua tese de doutorado. Seu trabalho aprofunda-se nas diversas nuances desse estilo arquitetônico peculiar. Em uma entrevista concedida à TN Brasil TV, a pesquisadora expandiu a visão sobre o início das discussões acerca desse tema:

    “Existem muitas coisas que podem ser ditas sobre o Raio que o Parta e algumas delas tem sido divulgadas com muita frequência nos últimos tempos, a respeito da origem no Pará e a associação do Raio que o Parta com a cultura paraense pelo fato de ser caracterizado por painéis que são bastante coloridos e expressivos, com desenhos de raios, figuras da natureza ou formas abstratas”.

    “Desde os anos 90 já se fala sobre esse assunto, antes mesmo dele virar uma tendência entre o público jovem, principalmente, e entre acadêmicos e formandos nas áreas de Artes, Design e Publicidade e História, por exemplo”.

    “Quando começou a se falar sobre o Raio que o Parta, ainda era muito nesse tom de não o considerar como arquitetura, mas como uma expressão popular, que não poderia ser caracterizado como um estilo arquitetônico por não ter sido feito por arquitetos e sim por desenhistas, pedreiros, engenheiros civis, mestre de obra. Então não era considerado algo que fosse de muita importância dentro da História da Arquitetura, mas algo que precisava ser considerado enquanto produção paraense, dada essa expressividade. E a partir dos anos 2000 começa a ser discutido um pouco mais sobre essa relevância para a cultura, embora ainda se tivesse essa noção de que era uma arquitetura de fachadas.”

    Fachada Raio que o Parta na trav. Campos Sales, bairro da Campina. Fonte: Laura Costa.

    Ela compartilha como as pesquisas mais recentes começam a lançar uma nova luz sobre o “Raio que o Parta”:
    “Então, as pesquisas mais recentes começam a trazer esse novo olhar de encarar o Raio que o Parta não só com uma manifestação cultural que faz parte do nosso Estado, que é típico do nosso Estado (embora possamos encontrar em outros lugares também, fora do Pará), mas como Arquitetura mesmo, por ser produzida por não arquitetos, mas ainda assim uma Arquitetura, que tem a sua expressividade e originalidade, pelas soluções que foram adotadas nas cidades paraenses e pela maneira como ela se disseminou, tanto nas regiões de centro das cidades quanto nas mais periféricas, com menos infraestrutura, demonstrando que ele consegue se adaptar.”
    “Essa mudança de perspectiva em relação ao Raio que o Parta é importante ressaltar, que inicialmente era visto como uma “não-arquitetura”, e sim como uma produção popular, e agora como patrimônio cultural paraense, uma Arquitetura, um estilo, uma forma de produzir original e autêntica, que merece ser preservada. Esse é o tom que vem sendo dado nas últimas produções a partir de 2012.”
    “Vem se discutindo muito sobre a importância a partir desse reconhecimento de preservar essas obras, porque se tem observado que é muito comum as pessoas empregarem suas reformas e além dessa discussão, tem sido trazido muito a perspectiva dos moradores. Aquelas pessoas que vivem nessas casas, que possuem essas casas e que são aqueles que vão interferir diretamente nas obras, seja pela manutenção ou pela reforma.”
    “Essa perspectiva eu venho trazendo desde 2015, em minha dissertação de mestrado e agora na tese de doutorado, em que eu reforço esse ponto de vista e como podemos, através do entendimento de como essas pessoas vivem e veem o Raio que o Parta, trabalhar essa noção da Preservação e do entendimento do Raio que o Parta como patrimônio. Para que ele possa ser mantido no Pará, na sua materialidade, não somente no aspecto imaterial que é algo que vem sendo bastante explorado nas redes sociais, com mapeamento, apropriação da própria estética para fazer produtos e tudo mais.”

    No seu estudo mais recente, a pesquisadora destaca uma significativa contribuição ao permitir uma visão mais abrangente do “Raio que o Parta” que vai além das fachadas. Suas pesquisas oferecem insights valiosos, revelando camadas mais profundas e ampliando a compreensão desse estilo, transcendendo as superfícies das construções para explorar suas implicações mais amplas na cultura e na identidade:
    “Como contraponto a essa noção que se tinha de ser uma arquitetura de fachada, atualmente trazemos essa discussão, pelo menos agora na tese de doutorado, de que o Raio que o Parta não apenas aconteceu à nível de fachada, mas ele foi entendido como uma forma de viver a Arquitetura Moderna através da imagem do moderno, então isso não vai acontecer somente no exterior, mas também na própria disposição interna, seja dos móveis, o uso dos revestimentos e na organização espacial também. Embora ainda se combine alguns elementos do partido moderno com o programa tradicional da arquitetura brasileira.”

    O conhecimento proveniente de estudos científicos, como o realizado por Laura Costa, não apenas amplia nosso entendimento sobre o tema específico, mas também proporciona um panorama mais abrangente, permitindo-nos conhecer melhor a nós mesmos como indivíduos e como parte de uma coletividade. Ao explorar a fundo as nuances do “Raio que o Parta” e suas conexões culturais, esses estudos fornecem insights valiosos sobre nossos gostos, referências e, de maneira mais ampla, contribuem para a compreensão da identidade coletiva que compartilhamos.
    A valorização da produção artística, arquitetônica e cultural autêntica da Amazônia é um compromisso que deve envolver cada cidadão. O “Raio que o Parta” emerge como uma peça essencial da identidade paraense, e, nesse contexto, todos compartilhamos a responsabilidade de construir nossa própria narrativa histórica e social. É através desse comprometimento coletivo que podemos verdadeiramente preservar e celebrar as riquezas culturais que moldam a singularidade da Amazônia.

    Nota: Laura Caroline de Carvalho da Costa é bacharel em Design (UEPA), arquiteta e urbanista (UFPA), mestre e doutora em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU-UFPA) e é professora do Instituto Federal do Pará (IFPA), pesquisadora do LAMEMO-UFPA (Laboratório de Memória e Patrimônio Cultural). Atua também como voluntária na Organização Internacional Nova Acrópole em Belém.

    Larissa Leal | Arquiteta e Urbanista pela UFPA, mestre em Patrimônio Cultural pelo
     PPGAU-UFPA e doutoranda na mesma instituição, pós-graduanda em Arquitetura de
     Interiores pela UNAMA. Pesquisadora junto ao Laboratório de Memória e Patrimônio 
    Cultural da UFPA. Paraense, torcedora do Paysandu e ama gatos.
    arquitetura Belém Belo Horizonte Laura Costa Pampulha Pará Raio que o parta
    TN Brasil TV
    TN BRASIL TV
    • Website
    • Facebook
    • Instagram

    TN BRASIL TV desde 2015 é uma empresa de notícias, publicidade e produção. Se destaca pela cobertura de temas políticos nacional e internacional, com seriedade, sem se conduzir por paixões ou ideologias. Promove Reflexões HISTÓRICAS, Entrevistas, Revista Digital e Debates, no Facebook e Instagram. O site é uma referência em sua área de atuação.

    Continue lendo

    Rapper paraense Jotx1 Mc prepara lançamento do clipe “Compromisso”

    “Utopia”: novo projeto de Mariah Vianna ganha data de gravação e expectativa do público

    Mariah Vianna consolida nome como nova aposta da música paraense

    Wagner Moura é forte concorrente ao Oscar, diz NY Times

    Vídeo: Após Globo de Ouro, Lula liga para Wagner Moura, que se emociona

    O rockeiro Paraense Claudio Wallace lança a canção e Documentário ONZE JANELAS.

    COLUNA DO CASSIMIRO

    Hana Ghassan e o Caminho Rumo ao Governo do Estado: O Desafio de Encontrar o Tom e Convencer o Eleitor

    21 de julho de 2026

    Encontro Nacional do PDT sela apoio a Lula e confirma Sabino como o nome do presidente para o Senado no Pará

    21 de julho de 2026

    A Argentina de Messi na Final: Técnica, Garra e Lições para o Brasil

    16 de julho de 2026

    O legado de Noam Chomsky: Linguística, crítica social e a atualidade de “O Governo do Futuro”

    11 de julho de 2026
    ALEPA EM FOCO

    Darllan Campos recebe o troféu “Honra ao Mérito” do Prêmio Alepa Em Foco 2025

    ALEPA EM FOCO 7 de julho de 2026

    Darllan Campos, assessor do deputado Ronie Silva, foi condecorado com o prêmio Alepa Em Foco 2025 por sua contribuição técnica nos bastidores do Legislativo.

    Hellen Barbosa recebe Prêmio Alepa Em Foco 2025 na categoria “Honra ao Mérito”

    ALEPA EM FOCO 7 de julho de 2026

    Hellen Cristina Barbosa, assessora do deputado Torrinho Torres, foi condecorada com o prêmio Alepa Em Foco por sua atuação nos bastidores do Legislativo.

    Deputado Zeca Pirão é homenageado com Medalha de Honra ao Mérito em Bragança

    ALEPA EM FOCO 2 de julho de 2026

    O deputado Zeca Pirão foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito em Bragança. A honraria foi entregue pelo vereador Dr. Jonas às vésperas do aniversário da cidade.

    Tatiane Helena desponta rumo à Alepa como liderança forte e pré-candidata a deputada estadual

    ALEPA EM FOCO 1 de julho de 2026

    Com histórico de liderança na Procuradoria da Mulher e gestão na Semas, Tatiane Helena desponta como forte pré-candidata a deputada estadual na Alepa pelo PSD.

    • Página Inicial
    • Faça Sua Doação
    Leia, compartilhe e utilize nosso conteúdo. Não esqueça de citar a fonte! Siga nossas redes!

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerenciar o consentimento

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.


     

    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
    Estatísticas
    O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}