Por Giovanna Oliveira
Os abusos aconteceram entre fevereiro e abril de 2026, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), dentro do convívio familiar. A vítima, uma menina de 12 anos, era abusada pelo noivo da tia.
Sem coragem de contar a um adulto, a menina recorreu ao Chat GPT pedindo ajuda. Dizia não querer prejudicar o relacionamento dele com a tia, com medo de contar.
Em resposta, a IA afirmou que ela não tinha culpa e sugeriu que interrompesse a situação e buscasse um adulto de confiança.
Em abril, a mãe e a tia perceberam que a menina estava isolada e sem apetite. A tia decidiu olhar o celular da sobrinha e, na lixeira do aparelho, encontrou uma captura de tela de mensagens e a conversa com a IA.
O acusado, natural de Belém do Pará, já morava há alguns anos no Paraná e mantinha relacionamento com a tia da vítima.
Em agosto de 2026, foi condenado a 26 anos, 2 meses e 4 dias de prisão, por estupro de vulnerável. A Justiça também fixou R$ 15 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.
O caso ainda não terminou. A defesa apresentou apelação em 03 de setembro de 2026, e o TJPR vai decidir se mantém a condenação, altera a pena ou absolve.
Nos bastidores da Justiça: a advogada criminalista paraense Giovanna Oliveira atuou como assistente de acusação, conduzindo o processo em favor da vítima.
Giovanna Oliveira, advogada criminalista paraense, com atuação na área da defesa penal e compromisso com a proteção das garantias individuais.
📱 O alerta para as famílias
O caso evidencia como o medo e a culpa podem silenciar vítimas. Fiquem atentos aos sinais!


