A trágica morte do estudante paraense Edson Luís em 1968 marcou profundamente a história do Brasil, transformando-se no grande estopim para a mobilização popular e a resistência estudantil contra a violência da ditadura militar.
Em 28 de março de 1968, o estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de apenas 18 anos, foi morto a tiro à queima-roupa pela Polícia Militar dentro do restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro. Sua morte brutal diante de um protesto por melhores condições na educação chocou o país e transformou-se no grande estopim contra a violência da ditadura militar.
O corpo de Edson Luís foi carregado em uma emocionante passeata até a Assembleia Legislativa, reunindo mais de 50 mil pessoas em um ato de coragem cívica. Esse clamor popular ecoou por todo o Brasil, culminando na histórica Passeata dos Cem Mil e inspirando obras eternas da nossa cultura, como a canção “Menino”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos.
Lembrar de Edson Luís é um exercício urgente de memória e cidadania. O autoritarismo suprime vidas, cassa liberdades e silencia a sociedade. Por isso, defender a democracia diariamente não é apenas honrar os mártires do passado, mas garantir que o arbítrio e a opressão jamais retornem ao nosso país.


