Close Menu
TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    Em Alta

    Deputadas do PL na Alepa | Renata Fonseca e a construção de espaço no Legislativo

    2 de novembro de 2026

    Família descobre abuso após menina de 12 anos pedir ajuda ao Chat GPT no Paraná

    2 de novembro de 2026

    Por Geovana Yumi | Importância dos debates nas eleições

    2 de novembro de 2026
    Facebook Instagram LinkedIn WhatsApp
    segunda-feira, novembro 2
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de VistaTN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    • ALEPA EM FOCO
    • América Latina
    • Coluna do Cassimiro
      • Ciências Políticas
    • MUNDO
      • China “O Império do Meio”
      • Estados Unidos “Tio San”
      • Rússia “A Grande Potência”
    • FOLHA DE ESPORTE
    • NOTÍCIAS
      • EDITORIAL
      • TN Book
      • Amazônia
      • IMPRENSA
        • DESTAQUE TN BRASIL TV
      • AGRONEGÓCIO
      • EDUCAÇÃO
      • COP-30 – Belém
      • CULTURA
        • Filmes, Séries e Documentários
      • Business
      • ECONOMIA
      • JUSTIÇA
        • JUSPARÁ
        • Revista Líderes do Direito
      • FOLHA POLICIAL
      • RELIGIÃO
      • TURISMO
    • JUSPARÁ
    • POLÍTICA
      • HISTÓRIA DAS ELEIÇÕES
      • PREMIAÇÕES
      • O CARCARÁ
      • OBSERVATÓRIO POLÍTICO
    • PORTAL DA HISTÓRIA
    • Colunistas
      • Carla Crispin
      • Cláudio Affonso: Direito sem Roteiro
      • Conexões Legais com Evellyn Anne Freitas
      • Conversa Jurídica com Leomara Couto
      • A Forja do Direito com Daniele Malheiros
      • Vozes da Amazônia com Monick Barros
      • Estella Nunes: Olhares sobre História e Direito
      • Futebol com Hiran Lobo
      • Gisele Lana: Entre Direitos e Benefícios
      • Leilões & Estratégia com Tatiana Filagrana
      • Mulher em Pauta com Kercia Pompeu
      • Descomplica Tributário Com Paula Souza
      • Direito Sem Rótulos com Renata Feitosa
      • Ana Rodrigues: Lugar de Fala: Gênero, Direito e Protagonismo
      • Maria Clara Farias: Direito, História e Sociedade
      • Larissa de Jesus
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    O rigor seletivo das Contas Públicas: entre o veludo e a tesoura

    TN BRASIL TVTN BRASIL TV2 de fevereiro de 2026 JUSTIÇA
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link
    O rigor seletivo das contas públicas: entre o veludo e a tesoura
    Há decisões judiciais que não causam escândalo algum. Não despertam indignação, tampouco aplauso. Passam como passam as estações, com a naturalidade dos fenômenos que já se tornaram parte da paisagem /Arte: TN
    Compartilhe
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link

    Há decisões judiciais que não causam escândalo algum. Não despertam indignação, tampouco aplauso. Passam como passam as estações, com a naturalidade dos fenômenos que já se tornaram parte da paisagem.

    A liminar concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, excluindo as receitas próprias do Ministério Público da União (MPU) dos limites do arcabouço fiscal, é desse tipo. Nada nela surpreende. Nada de novo sob o Sol. E talvez por isso mereça atenção.

    Explico. O pedido partiu do procurador-geral da República, Paulo Gonet — a propósito, um constitucionalista —, e encontrou acolhida imediata, amparada por precedentes recentes do próprio Supremo Tribunal Federal.

    Antes, o judiciário já havia sido contemplado com idêntica exclusão. Agora, o Ministério Público acompanha o passo, invocando a conhecida paridade institucional. Afinal, a constituição oferece os fundamentos, a jurisprudência fornece o caminho, e a decisão se encaixa sem atrito no edifício normativo. Tudo muito correto. Tudo muito ordeiro.

    O mais irônico, fino leitor, é que o arcabouço fiscal, convém lembrar, foi anunciado como regra geral de disciplina das contas públicas: um mecanismo racional, técnico, quase asséptico, destinado a impor limites ao gasto estatal em nome da estabilidade econômica. Seus efeitos recaem sobre políticas públicas, investimentos sociais e escolhas distributivas. Ainda assim, desde o nascimento, o modelo admite exceções. Não exceções improvisadas, nem clandestinas. Exceções elegantes, bem fundamentadas, constitucionalmente respeitáveis.

    Dito de outro modo, a autonomia financeira cumpre aqui papel decisivo. Ela não aparece como privilégio, e sim como garantia. Não como exceção arbitrária, e sim como exigência da própria Constituição. O argumento é impecável. E justamente por isso expõe uma assimetria estrutural: enquanto o Estado se impõe freios para realizar políticas sociais, preserva zonas de funcionamento imunes às mesmas amarras. Prova disso é que, com a mesma distinção com que o MPU garante a liberdade de seus recursos para aluguéis e taxas, a Lei Orçamentária Anual (LOA) desvia o rosto de nossos irmãozinhos mais vulneráveis.

    Convenhamos: nessa hora, a parábola escatológica de Mateus (25:31-46) é lida com as pálpebras cerradas, ou talvez com aquela amnésia seletiva que é o privilégio dos bem-nascidos; afinal, como bem cantara Paulinho da Viola — e a realidade brasileira teima em repetir —, cada um cuida de si e o irmão desconhece o irmão. Para sustentar a higidez do arcabouço e o altar do superávit de R$ 34,5 bilhões, o Congresso simplesmente “tesourou” o auxílio gás, o pé-de-meia e a farmácia popular. São os sacrifícios de praxe, sempre úteis, desde que o sangue não manche o veludo das togas.

    Visto por esse ângulo, a Constituição cumpre papel curioso. O texto permanece invocado, respeitado, citado com reverência. Não obstante, sua normatividade serve menos à equalização democrática do Estado e mais à organização interna de seus privilégios estruturais. Nada disso configura ruptura institucional. Não há afronta aberta ao pacto constitucional, nem desprezo pelas formas jurídicas. Há algo mais discreto e, quiçá, mais eficaz: a normalização de um Estado que se autorregula com rigor seletivo. O direito funciona. Funciona bem. O que falha é a promessa de que seus limites seriam comuns.

    Enfim, o cinismo, aqui, não se manifesta em discursos exaltados, mas na serenidade com que a exceção se apresenta como regra bem-comportada. Tudo dentro da lei. Tudo dentro da ordem. E, ainda assim, longe de qualquer igualdade material entre os destinatários do limite.

    O rigor seletivo das contas públicas: entre o veludo e a tesoura
    Dr. Paulo Daniel, pós-graduado em Direito Administrativo, em Direito de Trânsito e em Direito Público e Direito e Processo Constitucional /Foto: AP

    Paulo Daniel Ferreira de Menezes é advogado e docente convidado no módulo de Direito Constitucional e Administrativo da Pós-graduação em Direito de Trânsito da Faculdade Legale. Pós-graduado em Direito Administrativo (IPEMIG, 2022), em Direito de Trânsito (2022) e em Direito Público e Direito e Processo Constitucional (2025), ambos pela Faculdade Legale. Atualmente, cursa especialização em Direito Penal e Criminologia pelo Instituto de Criminologia e Política Criminal – ICPC.

    congresso Constituição contas públicas decisões estado
    TN Brasil TV
    TN BRASIL TV
    • Website
    • Facebook
    • Instagram

    TN BRASIL TV desde 2015 é uma empresa de notícias, publicidade e produção. Se destaca pela cobertura de temas políticos nacional e internacional, com seriedade, sem se conduzir por paixões ou ideologias. Promove Reflexões HISTÓRICAS, Entrevistas, Revista Digital e Debates, no Facebook e Instagram. O site é uma referência em sua área de atuação.

    Continue lendo

    Defensoria Pública do Pará promove ação educativa no Mês da Consciência Negra, em Ananindeua

    Ministro do STJ defende demissão de advogados que usaram IA para manipular processos

    TRE/AL Indefere Candidatura de Dr. João Neto a Deputado Federal por 4 Votos a 3

    Controvérsia Sobre Inscrição na OAB de Arthur Lira Gera Pedidos de Apuração à Entidade e à Polícia Federal

    Caso Priscyla Gomes: réu vai a julgamento por estrangulamento e fraude processual em Belém

    Regulamentação de ‘filtro de relevância’ para recursos ao STJ vai à sanção presidencial

    COLUNA DO CASSIMIRO

    Com Mais de 100 Mil Votos, Gustavo Sefer É Considerado Preparado para Presidir a Alepa em 2027

    31 de outubro de 2026

    Resultado Eleitoral em Tailândia mostra que Lauro Hoffmann é consistente e mantém Força Política

    29 de outubro de 2026

    Deputado Ronie Silva (MDB) é cotado para Presidir a Alepa em 2027

    29 de outubro de 2026

    Raio-X do Nordeste: Quantos Governos de Esquerda, Centro e Direita a Região Teve desde 1985?

    28 de outubro de 2026
    ALEPA EM FOCO

    Deputadas do PL na Alepa | Renata Fonseca e a construção de espaço no Legislativo

    ALEPA EM FOCO 2 de novembro de 2026

    A conquista de 75.841 votos no pleito de 2026 colocou Renata Fonseca (PL) na 11ª…

    Deputadas do PL na Alepa | Tati Barra: experiência profissional e novos desafios políticos

    ALEPA EM FOCO 2 de novembro de 2026

    A médica Tati Barra (PL) conquistou 78.986 votos nas Eleições 2026, sendo eleita deputada estadual no Pará como a 9ª candidatura mais votada rumo à Alepa.

    Deputadas do PL na Alepa | Mariza Almeida: da política municipal ao cenário estadual

    ALEPA EM FOCO 2 de novembro de 2026

    Com 84.354 votos, a ex-vereadora de Redenção Mariza Almeida (PL) foi eleita deputada estadual no Pará em 2026, sendo a 7ª candidatura mais votada do estado.

    Deputadas do PL na Alepa | Lanúzia Cunha e a maior votação da legenda

    ALEPA EM FOCO 2 de novembro de 2026

    Com 87.182 votos, a psicóloga Lanúzia Cunha (PL) foi eleita deputada estadual no Pará em 2026, destacando-se como a quinta parlamentar mais votada do estado.

    • Página Inicial
    • Faça Sua Doação
    Leia, compartilhe e utilize nosso conteúdo. Não esqueça de citar a fonte! Siga nossas redes!

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerenciar o consentimento

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.


     

    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
    Estatísticas
    O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}