Autor: Tatiana Filagrana
Advogada, Professora de Graduação e Pós-graduação em Direito, natural de Canoas, no Rio Grande do Sul. Autora de artigos jurídicos e do livro “Responsabilidade Civil nos Casos de Alienação Parental” da Ed. Voxlegem. Mestre em Direito pela UNINTER de Curitiba, no Paraná. Pós-Graduada em D Imobiliário e D. Processual Civil, Membro da Comissão de D Imobiliário/ D Notarial e Registral da OAB Blumenau, Membro da Comissão Nacional de Advogados de D. Notarial e Registral.
O divórcio e a dissolução de união estável são processos legais que buscam encerrar relações afetivas, mas possuem diferenças significativas. O divórcio diz respeito ao rompimento formal do casamento civil, enquanto a dissolução de união estável refere-se ao fim de uma convivência de fato, onde o casal vive junto com a intenção de constituir família, sem a necessidade de um vínculo formal. A união estável não exige uma cerimônia legal, mas sua dissolução pode envolver litígios, como o divórcio. A principal diferença entre ambos está no reconhecimento legal. O divórcio exige uma formalização e o cumprimento de normas específicas para…
A Inteligência Artificial (IA) tem transformado diversas áreas do Direito, e o Direito Sucessório não é exceção. Com o avanço da tecnologia, questões como a gestão de testamentos digitais, heranças de bens virtuais e a automação de processos sucessórios têm gerado novos desafios e oportunidades. Nesse contexto, é essencial compreender como a IA pode impactar a sucessão patrimonial, trazendo benefícios, mas também levantando preocupações jurídicas. Um dos principais impactos da IA no Direito Sucessório está na automação e otimização dos processos de inventário. Softwares baseados em IA podem acelerar a análise documental, reduzir erros e facilitar a comunicação entre advogados,…
A sucessão patrimonial não se limita apenas à transmissão de bens e direitos, mas também envolve a questão das dívidas deixadas pelo falecido. Muitos herdeiros têm dúvidas sobre sua responsabilidade em relação a esses débitos e se podem ser obrigados a pagá-los com seus próprios recursos. No Brasil, o Código Civil estabelece regras claras sobre essa situação, determinando que as dívidas do falecido devem ser quitadas com o próprio patrimônio deixado, sem afetar o patrimônio pessoal dos herdeiros. De acordo com a legislação, a herança forma um espólio, que é o conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo falecido.…
A Reforma Tributária em discussão no Brasil pode trazer mudanças significativas para o planejamento sucessório, afetando diretamente a tributação sobre heranças e doações. Atualmente, o principal imposto incidente nesses casos é o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), de competência estadual. No entanto, há propostas que visam aumentar a alíquota máxima desse imposto e padronizar sua cobrança em todo o país, o que pode impactar estratégias de sucessão patrimonial. Uma das principais preocupações dos contribuintes é a possibilidade de elevação das alíquotas do ITCMD, que hoje variam entre 2% e 8%, dependendo do estado. Se a reforma ampliar…
A sucessão de pessoas desaparecidas é um tema delicado no Direito Sucessório, pois envolve a ausência de confirmação da morte do indivíduo, o que gera insegurança jurídica e patrimonial. O Código Civil brasileiro prevê regras específicas para lidar com essa situação, estabelecendo critérios para a declaração de ausência e posterior sucessão. Esse processo busca equilibrar a proteção dos bens do ausente e os direitos dos possíveis herdeiros, garantindo que o patrimônio não fique sem administração. O primeiro passo nesses casos é a declaração de ausência, que deve ser requerida judicialmente por interessados, como cônjuge, herdeiros ou credores. O juiz poderá…
A união estável é uma forma de constituição familiar reconhecida pelo ordenamento jurídico brasileiro, caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, com o objetivo de constituir família. Embora não exija um prazo mínimo de convivência, é importante que o casal tenha uma relação estável e consolidada. A formalização da união pode trazer segurança jurídica, especialmente no que diz respeito a direitos patrimoniais, sucessórios e previdenciários. Para formalizar a união estável, o casal pode optar por um contrato particular ou por uma escritura pública lavrada em cartório. O contrato particular deve ser assinado por ambas as partes e…
A união estável é uma forma de constituição familiar reconhecida pelo ordenamento jurídico brasileiro, caracterizada pela convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, com o objetivo de constituir família. Embora não exija um prazo mínimo de convivência, é importante que o casal tenha uma relação estável e consolidada. A formalização da união pode trazer segurança jurídica, especialmente no que diz respeito a direitos patrimoniais, sucessórios e previdenciários. Para formalizar a união estável, o casal pode optar por um contrato particular ou por uma escritura pública lavrada em cartório. O contrato particular deve ser assinado por ambas as partes e…
A sucessão patrimonial é uma questão importante no planejamento familiar, e duas ferramentas essenciais nesse processo são o testamento e o inventário. Embora ambos estejam relacionados à transmissão de bens após o falecimento, eles possuem finalidades e procedimentos distintos. Enquanto o testamento é um ato de vontade do titular do patrimônio, o inventário é um procedimento obrigatório para formalizar a partilha dos bens deixados pelo falecido. O testamento é um documento jurídico que permite ao indivíduo planejar a distribuição de seus bens em vida, garantindo que sua vontade seja respeitada após a morte. Ele pode ser revogado a qualquer momento…
