Autor: Gisele Lana
Advogada há 16 anos, natural de Blumenau, Santa Catarina. Pós-graduada em Direito Civil, Previdenciário e Trabalhista. Membro das Comissões de Direito Previdenciário e da “OAB por Elas” da OAB de Blumenau.
Ter um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige atenção constante, acompanhamento terapêutico e adaptação da rotina familiar. Para servidores públicos, a legislação brasileira assegura um direito essencial que facilita essa conciliação: a redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial para quem tem filhos com deficiência, incluindo o autismo. Apesar de ser um direito garantido, muitos ainda desconhecem como acessá-lo ou têm dúvidas sobre o processo. Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber. O que é a redução da jornada de trabalho e quem tem direito? A redução da jornada de trabalho sem perda salarial é…
A Lei 15.077/2023 trouxe alterações significativas na concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), afetando diretamente as famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este benefício, previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), assegura um salário mínimo mensal às pessoas com deficiência e idosos em situação de vulnerabilidade econômica. Com as mudanças recentes, torna-se essencial compreender os novos critérios e como eles podem impactar as pessoas com autismo. Uma das principais alterações diz respeito à análise da renda per capita familiar, um critério fundamental para a concessão do benefício. Antes, o limite para o acesso ao BPC…
O tratamento ABA (Análise do Comportamento Aplicada) é amplamente reconhecido como uma abordagem eficaz para o desenvolvimento de habilidades em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apesar de sua importância para o progresso social, cognitivo e comportamental, muitas famílias enfrentam desafios ao tentar garantir esse tratamento por meio de seus planos de saúde. Negativas para cobertura de terapias ABA são comuns, mas é fundamental que as famílias conheçam seus direitos e saibam como agir para assegurar o acesso a esse recurso essencial. De acordo com a legislação brasileira, os planos de saúde têm o dever de cobrir tratamentos relacionados…
O diagnóstico precoce de Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um elemento essencial para garantir o desenvolvimento e a qualidade de vida de pessoas com autismo. Identificar o transtorno nos primeiros anos de vida permite que intervenções específicas sejam iniciadas o quanto antes, contribuindo para o progresso social, comunicacional e cognitivo do indivíduo. No entanto, a garantia do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos especializados depende de políticas públicas eficazes e da atuação de profissionais que lutem pela aplicação dos direitos estabelecidos em lei. Nesse cenário, o advogado desempenha um papel crucial como defensor e orientador das famílias. No…
A decisão apoiada é uma ferramenta jurídica essencial para promover a autonomia e a dignidade de pessoas com deficiência, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Prevista pelo Código Civil brasileiro e introduzida pela Lei Brasileira de Inclusão (LBI), essa medida oferece uma alternativa à interdição, permitindo que a pessoa com deficiência tome decisões importantes com o auxílio de apoiadores escolhidos por ela mesma. Para pessoas com autismo, essa modalidade pode ser um recurso valioso para equilibrar autonomia e suporte, respeitando as características e capacidades de cada indivíduo. Diferentemente da interdição, que retira a capacidade jurídica de um indivíduo,…
A convivência com o autismo ainda enfrenta, diariamente, barreiras invisíveis impostas pelo preconceito contra pessoas com deficiência. Embora a legislação brasileira assegure direitos fundamentais às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), como acesso à educação, saúde e trabalho, atitudes discriminatórias e preconceitos sutis ainda impactam diretamente a vida dessas pessoas e de suas famílias. Superar esses preconceitos exige que todos nós reconheçamos essas barreiras no cotidiano e adotemos atitudes proativas para promover uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Esse preconceito pode se manifestar de forma sutil, através de atitudes e comportamentos que refletem expectativas limitadas ou até a infantilização das pessoas…
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), é uma importante garantia para a proteção social de pessoas com deficiência e idosos que vivem em situação de vulnerabilidade econômica. Entre os beneficiários estão pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que, quando atendem aos requisitos legais, podem ter acesso ao benefício, assegurando recursos financeiros básicos para enfrentar as demandas de cuidado, tratamento e inclusão. O BPC concede um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência, incluindo autistas, desde que comprovada a condição de baixa renda familiar. A elegibilidade para o benefício exige que a…
O desenvolvimento de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve muito mais do que cuidados médicos e terapias especializadas. A família e a comunidade desempenham um papel fundamental nesse processo, contribuindo para o bem-estar, autonomia e inclusão social dessas pessoas. O suporte social e familiar, quando efetivo e empático, torna-se essencial para que cada pessoa autista alcance o seu potencial e viva com dignidade e respeito, conforme garantido pela legislação brasileira, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e a Lei nº 12.764/2012, que estabeleceu os direitos das pessoas com autismo. A família, como núcleo mais próximo, é…
