Close Menu
TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    Em Alta

    A Balança Desigual da Justiça e a Falência do Estado na Proteção à Mulher

    12 de agosto de 2026

    Justiça revoga prisão preventiva após acolher argumentos da defesa em caso de dupla tentativa de feminicídio

    12 de agosto de 2026

    A Sequela Mínima Também Conta? O Que Deve Ser Considerado na Concessão do Auxílio-Acidente

    12 de agosto de 2026
    Facebook Instagram LinkedIn WhatsApp
    quarta-feira, agosto 12
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de VistaTN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista
    • ALEPA EM FOCO
    • América Latina
    • Coluna do Cassimiro
      • Ciências Políticas
    • MUNDO
      • China “O Império do Meio”
      • Estados Unidos “Tio San”
      • Rússia “A Grande Potência”
    • FOLHA DE ESPORTES
    • NOTÍCIAS
      • EDITORIAL
      • TN Book
      • Amazônia
      • IMPRENSA
        • DESTAQUE TN BRASIL TV
      • AGRONEGÓCIO
      • EDUCAÇÃO
      • COP-30 – Belém
      • CULTURA
        • Filmes, Séries e Documentários
      • Business
      • ECONOMIA
      • JUSTIÇA
        • JUSPARÁ
        • Revista Líderes do Direito
      • FOLHA POLICIAL
      • RELIGIÃO
      • TURISMO
    • JUSPARÁ
    • POLÍTICA
      • Eleições 2026
      • PREMIAÇÕES
      • O CARCARÁ
      • OBSERVATÓRIO POLÍTICO
    • PORTAL DA HISTÓRIA
    • Colunistas
      • Carla Crispin
      • Cláudio Affonso: Direito sem Roteiro
      • Conexões Legais com Evellyn Anne Freitas
      • A Forja do Direito com Daniele Malheiros
      • Vozes da Amazônia com Monick Barros
      • Estella Nunes: Olhares sobre História e Direito
      • Futebol com Hiran Lobo
      • Gisele Lana: Entre contribuições e direitos
      • Leilões & Estratégia com Tatiana Filagrana
      • Mulher em Pauta com Kercia Pompeu
      • Paula Souza
      • Marcelo Lemos
      • Renata Feitosa
      • Breno Guimarães
      • Professor Davi Barbosa
      • Larissa de Jesus
    TN BRASIL TV – Outro Ponto de Vista

    A Balança Desigual da Justiça e a Falência do Estado na Proteção à Mulher

    Daniele MalheirosDaniele Malheiros12 de agosto de 2026 A Forja do Direito com Daniele Malheiros
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link
    A violência contra a mulher reflete o machismo histórico. Diante de leis ineficazes e falhas do Estado, reagir virou um desesperado grito de sobrevivência.
    Análise crítica reflete sobre a história de submissão, a herança do patriarcado e as disparidades na atuação da Justiça frente ao gênero feminino /Arte: TN
    Compartilhe
    Facebook LinkedIn WhatsApp Copy Link

    O Preâmbulo da Constituição Federal de 1988 garante um Estado Democrático com o intuito de assegurar os direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, a igualdade e a justiça. No entanto, ao observar a história da mulher na sociedade, a realidade tem sido um opróbrio, com preconceito e violência. Historicamente, foi dentro de instituições religiosas predominantemente masculinas que as mulheres ouviram, por séculos, que deveriam ser submissas. Assim, foram proibidas de ler as escrituras, privadas do direito ao estudo, não somente esses, mas muitos outros atos que eram exclusivos aos homens; eram “sombras” de uma figura masculina que detinha o poder absoluto sobre sua pessoa.

    Por muito tempo, esse domínio foi tão extremo que o homem detinha o direito quase inquestionável de matar a mulher em nome de uma suposta “legítima defesa da honra”. Durante determinado período histórico, homens acusados de homicídio de “suas” mulheres recorriam à interpretação extensiva das disposições relativas à legítima defesa, previstas no art. 25 do Código Penal, em articulação com o art. 23, inciso II, do mesmo código, o qual estabelece a legítima defesa como causa de exclusão da ilicitude. Havia uma construção argumentativa que consistia em atribuir à honra do marido a natureza de “direito seu”, nos termos do art. 25, e em qualificar a suposta infidelidade conjugal ou o término do relacionamento como uma “injusta agressão” apta a ensejar a reação defensiva. Essa construção contribuiu para a legitimação de argumentos fundados na denominada “legítima defesa da honra”, possibilitando a absolvição do indivíduo, o que evidenciava a influência de valores patriarcais na interpretação do Direito e na própria prestação jurisdicional.

    A Lei como Confissão de uma Falha Social

    Em tese, a legislação brasileira assegura o direito à vida de forma universal. Porém, houve a necessidade de criar leis como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Cabe salientar que a criação de leis como essas nasce da falência moral de uma sociedade. O Estado precisou intervir e legislar para reforçar o óbvio: a mulher tem o direito de viver. O direito universal à vida estava (está) sendo severamente desrespeitado quando se trata do gênero feminino. Contudo, ainda assim, muitos homens não aceitaram (aceitam) essa intervenção. A percepção de posse sobre a mulher é tão enraizada que sequer o poder punitivo do Estado é capaz de freá-los. Para uma parcela dos agressores, a punição estatal não causa temor, o que os leva a tirar a própria vida logo após o crime, preferindo a morte a ver a mulher existir em liberdade.

    A Herança de um Sistema Patriarcal

    Essa dominação masculina moldou as bases da sociedade, deixando resquícios, inclusive, na forma como as novas gerações são educadas. Ainda hoje, notam-se mães ensinando os filhos a prevalecerem sobre o gênero feminino. Isso não significa, de forma alguma, que a culpa seja delas. Pelo contrário: trata-se do reflexo de uma doutrinação histórica. A atitude reproduz, tão somente, o modo como as suas ancestrais foram moldadas para sobreviver em uma estrutura inteiramente erguida pelo poder masculino.

    A Dicotomia da Justiça: Quem o Estado Escolhe Punir?

    Um caso em que se percebe a disparidade no tratamento jurídico e social entre gêneros é de uma jovem, que após presenciar a mãe sofrer humilhações e ela própria quase ter sido vítima de abuso pelo padrasto, decidiu questioná-lo. Diante da reação agressiva do indivíduo, a jovem o golpeou com uma arma branca. O resultado? Foi levada à delegacia e encaminhada ao presídio.

    Um comentário desse noticiário policial chama a atenção: “quando é o cara tentando matar a mulher, a justiça atua como lesão corporal grave, mas quando é a mulher, logo é tentativa de homicídio”. Sabe-se que o Código Penal estabelece diferenças técnicas e jurídicas entre os crimes, mas, na prática, parece ser muito mais rápido e fácil punir a mulher do que o homem. Quantos agressores batem, humilham e cometem todos os delitos previstos na Lei Maria da Penha, mas respondem em liberdade? Quando uma vítima pede ao Estado que cumpra as leis que a protegem, nem sempre a proteção buscada se efetiva. Mas se essa mulher, encurralada, resolve reagir, o Estado estará sempre a postos para puni-la.

    O papel da mídia também reforça essa dicotomia. Há demasiados casos de criminosos que esquartejaram, queimaram e mutilaram mulheres e não recebem o linchamento público, midiático e jurídico que as figuras femininas enfrentam. Tomemos o caso de Elize Matsunaga. Um crime bárbaro e injustificável. Mas por que o Estado, que falhou em sua parte do contrato social ao não protegê-la quando houve solicitação de ajuda à polícia, foi tão rápido e eficiente na hora de punir?

    “Antes Elize que Eliza”: Um Grito de Sobrevivência

    Nas redes sociais, tornou-se comum ler o comentário “Antes Elize do que Eliza” (em referência a Eliza Samudio, brutalmente assassinada). É fundamental deixar claro: não se trata de apologia ao crime. Nenhuma vítima em potencial deseja tornar-se assassina. A mensagem por trás da frase é que, diante da inoperância do Estado e da violência estrutural, o anseio final é a sobrevivência.

    As mulheres não estão morrendo; estão sendo mortas. Por mais modernas e completas que as leis sejam, nota-se a perda de sua eficácia prática. Diariamente, novas vítimas tornam-se apenas mais um número nas estatísticas crescentes de feminicídio. Diante disso, se o Estado, detentor do monopólio da força e da justiça, constata que a estrutura vigente do Legislativo e do Judiciário não surte efeito para conter essa carnificina, impõe-se o questionamento:

    Qual é o próximo passo estatal para, de fato, proteger a vida de suas cidadãs?

    Referências Bibliográficas
    ALMEIDA, Antônio José de. Mulheres leitoras e acólitas: significado da mudança. Instituto Humanitas Unisinos – IHU, 22 fev. 2021. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/606927-mulheres-leitoras-e-acolitas-significado-da-mudanca. Acesso em: 9 ago. 2026.
    SAE DIGITAL. A história das mulheres na luta pelo acesso à educação. SAE Digital, 24 mar. 2022. Disponível em: https://sae.digital/historia-das-mulheres/. Acesso em: 9 ago. 2026.
    MENDES, Israel. Em defesa da mãe jovem desfere golpe de faca no padrasto. Instagram (SOS Santarém), [ano de publicação]. Disponível em: https://www.instagram.com/p/Db2-5BqDpSy/?igsh=cHVuaXM0azIyam9q. Acesso em: 9 ago. 2026.

    desigualdade de gênero direitos humanos feminicídio Justiça lei maria da penha patriarcado segurança pública violência contra a mulher
    Daniele Malheiros
    Daniele Malheiros
    • Website
    • Instagram

    Sou Daniele Malheiros, uma paraense que encontrou no Direito e na História as ferramentas para entender e transformar o mundo. Como escritora. Sou autora da obra "Saber Viver na Floresta" , busco dar voz e acesso à nossa região. Atualmente, divido meu tempo entre a monitoria acadêmica, onde ajudo outros alunos a desbravarem o mundo jurídico, e o projeto social "Educação que Abraça", focado em levar dignidade e água para escolas públicas. Como mulher autista, trago um olhar detalhista e resiliente para tudo o que faço. E claro, para equilibrar a seriedade dos códigos e dos fatos históricos, nada supera uma boa maratona de filmes da Marvel.

    Continue lendo

    O Lado Oculto da Copa do Mundo: História, Direito e Superlucros

    O Paradoxo da Dignidade: A epidemia silenciosa do adoecimento mental e a resposta da nova NR-01

    Direito & História – O Processo de Tiradentes

    O Peso da História: 1º de Maio, Entre a Memória da Luta Operária e o Lazer do Presente

    COLUNA DO CASSIMIRO

    Deputada Maria do Carmo (PT) Parte de Santarém para Enfrentar Disputa Histórica na Alepa

    30 de julho de 2026

    Luth Rebelo (PP) coloca seu nome à disposição no Pará: Águas tranquilas ou novos desafios na Alepa?

    30 de julho de 2026

    Helder Filho nas Eleições 2026: Pré-Candidato ou Cabo Eleitoral de Peso no Pará?

    30 de julho de 2026

    Iran Lima Busca Reeleição na Alepa Apoiado em Sua Forte Articulação e Influência no Pará

    30 de julho de 2026
    ALEPA EM FOCO

    Darllan Campos recebe o troféu “Honra ao Mérito” do Prêmio Alepa Em Foco 2025

    ALEPA EM FOCO 7 de julho de 2026

    Darllan Campos, assessor do deputado Ronie Silva, foi condecorado com o prêmio Alepa Em Foco 2025 por sua contribuição técnica nos bastidores do Legislativo.

    Hellen Barbosa recebe Prêmio Alepa Em Foco 2025 na categoria “Honra ao Mérito”

    ALEPA EM FOCO 7 de julho de 2026

    Hellen Cristina Barbosa, assessora do deputado Torrinho Torres, foi condecorada com o prêmio Alepa Em Foco por sua atuação nos bastidores do Legislativo.

    Deputado Zeca Pirão é homenageado com Medalha de Honra ao Mérito em Bragança

    ALEPA EM FOCO 2 de julho de 2026

    O deputado Zeca Pirão foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito em Bragança. A honraria foi entregue pelo vereador Dr. Jonas às vésperas do aniversário da cidade.

    Tatiane Helena desponta rumo à Alepa como liderança forte e pré-candidata a deputada estadual

    ALEPA EM FOCO 1 de julho de 2026

    Com histórico de liderança na Procuradoria da Mulher e gestão na Semas, Tatiane Helena desponta como forte pré-candidata a deputada estadual na Alepa pelo PSD.

    • Página Inicial
    • Faça Sua Doação
    Leia, compartilhe e utilize nosso conteúdo. Não esqueça de citar a fonte! Siga nossas redes!

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

    Gerenciar o consentimento

    Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.


     

    Funcional Sempre ativo
    O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
    Preferências
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
    Estatísticas
    O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
    Marketing
    O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
    • Gerenciar opções
    • Gerenciar serviços
    • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
    • Leia mais sobre esses objetivos
    Ver preferências
    • {title}
    • {title}
    • {title}